Somos a Codesal: Sônia Maria Anunciação de Oliveira

“São chamados de sábios os que põem as coisas em sua devida ordem”.

A frase, atribuída a Tomás de Aquino, frade da Ordem dos Pregadores italiano cujas obras tiveram enorme influência na teologia e na filosofia, vem norteando a trajetória profissional de Sônia Oliveira, que passou a integrar o quadro funcional da Defesa Civil de Salvador desde janeiro de 2014 .

Mas no serviço público ela já contabiliza 36 anos, dos quais 19 como secretária administrativa e secretária orçamentária. Ao longo deste tempo passou por boa parte dos órgãos que integram a administração municipal. Iniciou a carreira em 1971, no antigo Montepio dos Servidores Municipais que posteriormente passou a se chamar IPS. Ela lembra que sua sogra necessitava formar uma equipe para atuar na área de informática. “Fiz a seleção na qual participaram 40 pessoas, cinco passaram. Eu estava entre os aprovados”.

Entre as atividades estavam a anotação dos falecimentos de servidores em livro de registro de modo a permitir o controle de pagamento de pensão. Em 1975, ela se casa e se afasta temporariamente do serviço público para cuidar dos filhos Ana Carolina e Ricardo. Algum tempo depois, é requisitada pelo então superintendente de Parques e Jardins, Augusto Viana, para atuar como secretária. A SPJ funcionava então no Dique do Tororó.

É na Secretaria da Fazenda (Sefaz), contudo, que Sônia vai se tornar uma eficiente secretária orçamentária. Ela lembra que uma máquina de escrever apropriada era usada para preencher as planilhas da estimativa do orçamento. “Era exímia datilógrafa”, revela.

Contudo, quando os computadores começaram a substituir as antigas ferramentas, ela resistiu à inovação. “Tinha pavor do computador”. Foi o gerente de Orçamento, Alberto Pastori Filho (já falecido), que contribuiu para que perdesse o temor de usar o equipamento. “Ele foi meu grande incentivador para que passasse a usar a nova máquina”, conta. “Lembro que ele costumava dizer: isso aqui não é como máquina de escrever, se errar volta e refaz”.

Com a chegada de uma nova administração municipal , o Orçamento foi transferido para a Secretaria de Planejamento e Sônia, que é formada em Contabilidade, foi transferida de órgão uma vez que seus conhecimentos tornaram-se indispensáveis pois dominava o processo analítico  e sintético do orçamento municipal. O senso de organização rendeu a ela a confiança das chefias pois tinha o hábito de ordenar e arquivar a papelada gerada nas atividades. “Qualquer documento que era solicitado pela chefia, eu sabia onde estava”.

Após a Seplan, ela atuou ainda na Casa Civil, no Gabinete do Prefeito e na Fundação Mario Leal Ferreira. No Cades, que funcionava no Caminho das Árvores, reestruturou o almoxarifado. Posteriormente foi para a Administração Regional (AR) da Liberdade onde pôde aplicar um outro talento seu que é o de trabalhar nas comunidades.

Nesse período, Sônia aproveitou o estímulo ao aperfeiçoamento do servidor dado pela Prefeitura para fazer um curso superior formando-se em Administração com RH, na Faculdade São Camilo. Posteriormente fez uma pós-graduação em Gestão de Pessoas na Faculdade Olga Meting que resultou na monografia “Organização, sistema e método: um estudo de caso da Defesa Civil de Salvador. “Hoje agradeço ao Juarez Aquery (então gestor da AR – Liberdade) e a Prefeitura pelo estímulo para fazer esses cursos”.

Sônia colabora na Codesal, há nove anos, no período da Operação Chuva e, depois, pediu a transferência definitiva. No órgão foi digitadora na Engenharia, quando ampliou seu interesse pela organização de documentos uma vez que o setor gera inúmeros relatórios e notificações.

Foi dela a iniciativa de organizar e arquivar toda essa documentação – entre os anos 2000 e 2017 – em caixas indexadas e simetricamente guardadas em armários de aço que ela exibe com orgulho. Atualmente é arquivista no Setor de Documentação da Codesal. “Gosto do trabalho e me esforço para fazê-lo bem feito”.

Árvores nas cidades

Importância das árvores para o ambiente urbano foi o tema do debate no programa Capital Natural, com participação de pesquisadora do IPT

Árvores são vitais para a qualidade de vida nos centros urbanos, pois atuam diretamente sobre a melhoria da qualidade do clima, do ar e da paisagem. Mesmo assim, as árvores são muitas vezes maltratadas e mal vistas por parte da população das cidades, que muitas vezes as enxergam como fontes de transtornos, principalmente nas épocas de chuva.

Árvores são muitas vezes vistas pela população como fontes de transtornos, principalmente nas épocas de chuvas – este foi um dos temas discutidos no programa

O programa Capital Natural exibido pela Bandnews no dia 4 de fevereiro buscou desmistificar estas visões e mostrar a importância das árvores no ambiente urbano.

Os dois convidados foram o botânico e ambientalista Ricardo Cardim, criador do projeto Florestas de Bolso, e a engenheira agrônoma Raquel Amaral, pesquisadora do Laboratório de Árvores, Madeiras e Móveis do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). (Fonte IPT)

Confira abaixo o programa na íntegra: