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Somos a Codesal / José Carlos Siqueira Filho

Veterano na Defesa Civil

Funcionário veterano da Prefeitura de Salvador, onde atua há 35, dos quais 30 na Codesal, Carlos ingressou no serviço público no antigo DMER, o Departamento de Manutenção e Estradas de Rodagem. Após a extinção do órgão, ele foi transferido para a Defesa Civil, cuja sede ficava na Rua da Independência, transversal da Avenida Joana Angélica, na região central de Salvador. Atuou inicialmente no atendimento do 199, número da Codesal destinado às solicitações do público.

Três anos depois, o órgão foi transferido para a Fonte Nova na antiga sede do Batalhão da Polícia Militar. Passou a atuar no setor de serviços gerais. Uma nova mudança viria ocorrer oito anos depois, quando a Codesal se instalou definitivamente no prédio da Avenida Mario Leal Ferreira, onde se encontra até hoje. Carlos passa a atuar no setor de transportes e, em seguida, retorna para os serviços gerais e depois para o Almoxarifado onde está há cerca de 10 anos.

O setor é um dos mais requisitados. Ali são feitas as solicitações de compra de materiais à Coordenação Administrativa, que autoriza ou não o processo após consulta ao setor financeiro. Cabe a Carlos acompanhar o andamento junto aos órgãos envolvidos e fornecedores. O departamento também responde pelo acompanhamento da licitação para a aquisição do encerado plástico (lona), amplamente usado na proteção de encostas e que são fabricadas nos tamanhos de 4, 6 e 8 metros. “A de menor preço é a que ganha”, ressalta. No âmbito do consumo interno, os itens material de limpeza, papel A4, papel higiênico e tonner são os mais requisitados.

Embora a maior parte de sua atuação na Defesa Civil tenha ocorrido na área administrativa, marcou a lembrança de Carlos o ano de 1995, durante a gestão da então prefeita Lídice da Matta, quando foram registradas intensas chuvas que resultaram em graves deslizamentos de terra e em muitas mortes. “A situação foi tão grave que chagamos a contar com 300 veículos de órgãos como a Coelba e a Brasilgás, cedidos para facilitar o deslocamento de técnicos e engenheiros que vieram dar apoio. A Codesal era então coordenada pelo engenheiro Francisco Costa Júnior, lembra.

“Um de nossas tarefas era comprar refeições e levar para os desabrigados, que estavam em um galpão na Calçada, e também para os funcionários já que ficávamos aqui de plantão permanente”, conta Carlos, lembrando que o período foi um dos mais difíceis na administração da cidade. Ele comemora, contudo, o fato de que hoje a situação ter mudado com “as ações preventivas, a exemplo da proteção das encostas com geomantas”.

Orgulhoso pais de três filhos, Estefane, que em breve se forma em Direito, Carolina Mercedes, estudante de Enfermagem, e José Carlos, concluindo o ensino médio, Carlos é casado com Leonice que mantém uma empresa de prestação de serviços. “Gosto de meu trabalho, pois é o único que de fato dá uma resposta imediata à população mais necessitada”, resume.