Codesal promove reunião com voluntários

Voluntários das comunidades que já contam com o Sistema de Alerta e Alarme participaram de reunião com o diretor da Defesa Civil, Gustavo Ferraz, realizada no último dia 15 de março na sede da Codesal.

Estiveram presentes representantes das localidades do Calabetão (BR 324), Bom Juá (Marotinho), Mamede (Alto da Terezinha) Vila Picasso (Capelinha de São Caetano), Baixa de Santa Rita (Pau da Lima) e Pedro Ferrão (Baixa do Fiscal).

Na oportunidade, o diretor da Defesa Civil, Gustavo Ferraz, ressaltou que R$ 6 milhões já foram investidos em ações preventivas voltadas para minimizar os riscos em áreas de encostas da capital. “Salvador está no caminho que jamais esteve. Nunca se investiu tanto em Defesa Civil como agora”, destacou.

Ao falar sobre o principal foco da órgão, ele disse que “nossa missão é estar nas comunidades salvando vidas. Quero montar um pequeno exército de solidariedade, disposto a ajudar quando necessário”, referindo-se aos voluntários.

Ele esclareceu ainda que, embora não realize obras, a Codesal faz as avaliações, encaminha as demandas e cobra providências dos órgãos municipais.

Cientista Carlos Nobre visita o Cemadec

O presidente do Conselho Diretor do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, Carlos Nobre

Em visita ao Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil de Salvador (Cemadec), na tarde de segunda-feira (13), o presidente do Conselho Diretor do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, Carlos Nobre, disse estar feliz em saber que Salvador é uma das cinco cidades brasileiras que dispõem de um centro de monitoramento próprio.

“Um centro desse é de fundamental importância porque é muito difícil que um centro nacional tenha conhecimento de especificidades locais que sejam úteis para emitir um alerta em tempo hábil. Aqui há pessoas que têm conhecimento da geologia, meteorologia e hidrografia local, o que ajuda a adotar medidas acertadas. É uma estrutura bem equipada, um modelo perfeito”, afirmou.

Nobre, que também integra o grupo de cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU, foi um dos responsáveis pela implantação do Sistema Nacional de Alerta e Prevenção de Desastres Naturais (Cemaden) no Brasil. Ele acredita que com o centro da Codesal, o número de mortes em desastres naturais na capital baiana reduzirá.

“Nós tivemos uma redução do número de mortes por desastres naturais no país, que caiu de 400 a 1000 por ano, antes da modernização dos sistemas, para entre 50 e 120 por ano. Pode ter certeza que essa queda também vai ocorrer aqui em Salvador”, opinou.

O climatologista veio a Salvador para participar do IX Encontro Nacional do Fórum de Secretários do Meio Ambiente das Capitais Brasileiras CB27, onde realizou uma palestra sobre Mudanças Climáticas e Cidades para um público de 300 pessoas.

Conjunto de ações reposiciona Salvador na área de meio ambiente

Somos a Codesal: Pablo de Almeida dos Santos

Graduando em Engenharia de Agrimensura e Cartografia, Pablo passou a integrar o quadro da Defesa Civil de Salvador em dezembro de 2015 com Analista de Geoprocessamento. No órgão tem contribuído para a construção de um banco de dados geográfico inteligente que usa programas como o QGIS- para processar coordenadas de imóveis, áreas de risco e todas as demais informações geográficas geradas pelos técnicos da Codesal.

Para quem não sabe, o QGIS (anteriormente conhecido como “Quantum GIS”) é um software livre/open source multiplataforma de sistema de georreferenciamento (GIS) que provê visualização, edição e análise de dados georreferenciados.

“Tem sido fantástico conhecer o trabalho da Codesal”

Toda essa parafernália tecnológica serve para a formatação do SIGR, o Sistema de Informação e Gestão de Risco, um dos pilares de atuação da Defesa Civil de Salvador após a reestruturação inciada em 2016, e que conta com assessoria do professor Mario Alexandrino da Escola Politécnica da UFBA, explica.

O sistema, segundo Pablo, permite o acopanhamento detalhado com a produção de mapas, que permitem determinar a posição espacial de dados como áreas de risco, pluviômetros, bairros,para a utilização do Centro de Monitoramento da Defesa Civil (Cemadec).

Ele destaca ainda que a utilização de tablets pelos técnicos da Codesal tem permitido em tempo real a produção de informações geolocalizadas que alimentam o banco de dados e permitem fortalecer as ações preventivas desenvolvidas pelo órgão.

Antes da engenharia, Pablo enveredou durante dois anos pelo curso de Física até descobrir a partir da influência de um colega a Engenharia de Agrimensura e Cartografia, curso noturno da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
“Comecei a gostar e entender sobre a área razão pela qual decidi pedi a transferência do curso”, diz.

A paixão pela profissão levou Pablo a se envolve em uma empresa júnior ligada oa curso – a Datum Engenharia Júnior- da qual foi seu diretor administrativo, atuando na área de topografia. Foi quando conheceu a professora Fabíola Andrade, da Politécnica e também coordenadora do Inema que o convidou para um estágio no órgão. “No laboratório do Inema , vola do para a agrimensura, descobri a cartografia e o Q GIS”, recorda.

Defesa Civil

A nova etapa da carreira de Pablo é a Defesa Civil. “Não conhecia a Codesal e estando aqui tive a oportunidade de acompanhar a atividades do órgão, conhecer a realidade das encostas, a questão das chuvas e todo o trabalho preventivo da Defesa Civil que não aparece na mídia a não ser nas horas de chuva. Tem sido fantástico conhecer o trabalho da Codesal, aqui me fez abrir a mente para muita coisa”, conta. Ele acrescenta que participou do último simulado realizado no final do ano passado na comunidade do Calabetão que ressaltou mais uma vez a importância do trabalho que realizamos”.

Graças a um artigo que escreveu sobre o trabalho que desenvolve na Codesal, ele teve a oportunidade de apresentá-lo em um congresso sobre Defesa Civil, realizado em Curitiba. No tempo que sobra das atividades profissionais e da faculdade, ele curte ficar com a família – “sou muito caseiro” – estudar ou mesmo bater um baba.

Veja as ações que marcam o Mês da Mulher

Em comemoração pelo Mês da Mulher, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Política para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), promove uma exposição fotográfica e estande para informação, orientação e divulgação dos serviços de atenção às mulheres em situação de diversos tipos de violência. A iniciativa conta com o apoio do Salvador Shopping e do Salvador Norte Shopping, e prosseguirá nestes estabelecimentos até o próximo dia 29.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No estande, serão divulgados os serviços oferecidos no Centro de Referência e Assistência à Mulher Loreta Valadares (CRAMLV) e na Casa de Acolhimento Provisório de Curta Duração Irmã Dulce (CAMP). O atendimento nos estandes contará com a participação de 60 estudantes dos cursos de Assistência Social, Psicologia, Enfermagem e Direito de instituições de ensino superior em Salvador. Os alunos, que passaram por capacitação prévia realizada por técnicos da SPMJ, atuarão como promotores nos estandes.

Demais atividades – Durante todo este mês de março, serão realizadas diversas atividades gratuitas pela SPMJ, no intuito de chamar a atenção da população para a importância da promoção e defesa dos direitos da mulher. A programação conta com palestras, roda de conversa, feira e passeio ciclístico, dentre outros eventos.

Programação completa

Dia 12 – Salvador Vai de Bike e feira de serviços 100 anos de participação políticas das mulheres – Dique do Tororó, 8h

Dia 14 – Palestra na escola Municipal Vale das Pedrinhas – Vale das Pedrinhas, 9h

Dia 15 – Palestra Projeto Praça Viva no Creas Garcia, 9h

Dia 16 – SPMJ itinerante – Colégio Estadual Cleriston Andrade – Itacaranha, 9h

Dia 28 – SPMJ Itinerante – Creche Maria de Magalhães – Pituaçu, 9h

Dia 29 – Palestra no Ministério de Adoração Profética Internacional – Nova Brasília de Itapuã, 9h

Dia 30 – Quinta temática – Prefeitura-Bairro de Cajazeiras, 8h

Mutirões de exames preventivos

A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), promove neste sábado (11) uma série de mutirões de exames preventivos em 23 unidades básicas da rede espalhadas pela capital. A ação é voltada para o público feminino, em alusão ao Dia Internacional da Mulher, comemorado oficialmente no dia 8 de março.

A ação visa facilitar o acesso ao exame, principalmente para as mulheres que não conseguem fazê-lo durante a semana por conta da rotina de trabalho. As interessadas devem procurar as unidades e apresentar documentação pessoal e cartão do Sistema Único de Saúde (SUS), das 8h às 12h.

Além dos exames preventivos, serão ofertados marcação para mamografias, testes rápidos para detecção dos vírus HIV, sífilis e hepatites, consultas médicas e odontológicas. Também serão promovidas palestras com temas voltados ao público feminino e workshops de beleza.

Codesal iniciará em abril a Operação Chuva 2017

A partir de abril, a Defesa Civil do município (Codesal) entrará em estado de alerta para o período mais chuvoso da capital baiana que se estende até julho. O decreto que determinará o início da Operação Chuva está sendo finalizado e será publicado nos próximos dias.

As ações da Codesal são feitas durante todo o ano e de forma preventiva, segundo o diretor geral da Defesa Civil, Gustavo Ferraz. Com a expectativa de um maior volume pluviométrico, as medidas são intensificadas. Em 2015, no período mais chuvoso, cerca de 20 pessoas morreram em decorrência das fortes precipitações.

“A partir do decreto, entramos em alerta, com plantão 24 horas e estruturas mobilizadas. Antes dele, as ações são preventivas”, disse Ferraz.

Para o gestor, não há locais que demandem mais atenção. “A cidade inteira é preocupante. Onde não desliza, alaga”, acrescentou. O levantamento mais recente informou que havia, em Salvador, em 2015, 600 áreas de risco, mas, para Ferraz, esse número aumentou.

Dentre as ações previstas, segundo Ferraz, está a aplicação de lonas em 200 áreas, a partir deste mês. Outra medida é o uso de geomantas – espécie de “lona sofisticada” -, para conter o deslizamento de encostas. Mais 11 delas serão colocadas em novas áreas. “Já aplicamos em 64 áreas. Vamos chegar até 75 ainda este mês. Todas são colocadas em regiões de alto e médio risco”, afirmou o diretor geral da Codesal.

A geomanta é uma tecnologia de proteção de encosta, que impermeabiliza e evita erosões superficiais, absorção de água da chuva e possível risco de deslizamento do terreno. “Esta técnica utiliza um geocomposto de PVC e geotêxtil, com cobertura de proteção de argamassa jateada. A geomanta é uma solução rápida, limpa e mais barata que as tradicionais”, informou a Codesal.

Equipamentos

O aparato municipal conta, ainda, com 38 pluviômetros em toda a cidade e sirenes instaladas em seis centrais de alerta: Marotinho (Bom Juá), Baixa de Santa Rita, Baixa do Fiscal (Pedro Ferrão), Alto da Terezinha, Calabetão e Vila Picasso (Boa Vista de São Caetano).

Nestes locais, há, também, núcleos de proteção à defesa civil, onde foram feitas simulações de evacuação. Desde a instalação no ano passado, as sirenes nunca precisaram ser acionadas. “Elas são disparadas da central, mas só para o caso de chover 150 mm e permanecer chovendo. Em agosto de 2016, chegamos perto de disparar”, disse Ferraz.

Todas as ações da operação são centralizadas no Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (Cemadec), na sede do órgão.

O gestor frisou que, no primeiro mandato do prefeito ACM Neto, foram investidos R$ 40 milhões na contenção de encostas: 37 finalizadas e quatro em execução, sendo uma delas no Barro Branco. “Ainda este mês será assinada a ordem de serviço para a segunda etapa de contenção do Marotinho”, contou.

O período que se estende de abril a julho é, segundo a meteorologista Cláudia Valéria Silva, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), quando ocorre os maiores volumes mensais de chuva do ano. “É também quando ocorrem mais dias com precipitação. É comum ter chuvas mais fortes em poucas horas. Acredito que deve ficar em torno das médias”, acrescentou.

Matéria publicada no jornal A Tarde em 03/03/2017

 

Operação Chuva 2017: comunidades são convocadas

Em contagem regressiva para a Operação Chuva 2017, a Prefeitura de Salvador e a Defesa Civil (Codesal) iniciaram o planejamento e execução de ações visando reduzir potenciais riscos em área de encosta da capital.  Uma das medidas a serem tomadas é a convocação das comunidades, que já contam com o sistema de alerta e alarme, para que conheça detalhes da Opera Chuva e possam apoiar e cooperar com a iniciativa.

Veja o agendamento das reuniões:

COMUNIDADE LOCAL DATA E HORÁRIO
CALABETÃO ESC. LEOVÍNCIA ANDRADE 06/03 ÀS 14 H
BAIXA DE SANTA RITA ASSOCIAÇÃO AMPLI 07/03 ÀS 09 H
BOM JUÁ ASSOCIAÇÃO 07/03 ÀS 14 H
PEDRO FERRÃO ESC. HILBERTO SILVA 08/03 ÀS 09 H
VILA PICASSO ASSOCIAÇÃO 09/03 ÀS 09 H
MAMEDE ESCOLA  MUNICIPAL
ALTO DA TERESINHA
09/03 ÀS 14 H

Como fazer a sua parte para prevenir o risco das chuvas:

  • Não jogue lixo nas ruas, bueiros, canais e encostas
  • Evite deslizamentos: não faça corte “a pique” nas encostas
  • Mantenha a cobertura vegetal nas encostas; as raízes ajudam a segurar a terra
  • Não plante bananeiras nas encostas
  • Se perceber a inclinação de postes ou muros entre em contato com a Codesal

PERFIL: Agostinho Tadashi Ogura

“Foi um grande desafio”
Por mais de um ano, o geólogo e pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), Agostinho Tadashi Ogura, acompanhou como consultor as mudanças operaconais introduzidas na Defesa Civil de Salvador (Codesal), entre as quais a estruturação do Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (Cemadec).
Como vasta experiência na área –  que lhe rendeu em 2012 o cargo de diretor do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), órgão do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação -, Ogura destaca que o monitoramento é uma das quatro frentes estratégicas do Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais que inclui ainda obras estruturais de caráter preventivo; mapeamento de áreas de risco; e capacidade de resposta frente a ocorrências, incluindo socorro, assistência e reconstrução.
O Plano foi lançado há cinco anos pelo governo federal para reduzir as vítimas e prejuízos materiais devido a desastres naturais em épocas de chuvas.
Sobre a colaboração na construção da Nova Codesal, ele define que “foi um grande desafio”  alcançar as metas que tinha acertado com a Prefeitura de Salvador.  “Neste contexto de reestruturação da Nova Codesal,  proposta do prefeito ACM Neto que precisava de um Codesal mais preventiva, contratou-se o IPT que tem uma história de atuação preventiva bastante antiga. E um dos principais instrumentos para as ações preventivas em Salvador foi o PPDC (Plano de Prevenção e Defesa Civil)”, avalia.
“O PPDC foca no monitoramento das condições climáticas e previsão de chuvas, com a adoção de quatro níveis de observação: atenção, alerta, alerta máximo; determina  também os critérios de mudança de nível e as ações. Elaboramos o plano com a cara de Salvador. Treinamos e capacitamos os colaboradores da Defesa Civil, interna e externamente, participamos dos simulados, dos planos de evacuação e operamos o PPCD em caráter piloto durante as chuvas de 2016”, explica.
Segundo ele, a operação piloto foi importante porque permitiu realizar ajustes no plano de modo a integrar as propostas do PPDC em caráter mais definitivo para os próximos anos. “Com a estruturação do Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (Cemadec) passou-se a trabalhar com o foco nos valores de limiares, nas previsões meteorológicas de continuidade das chuvas e no monitoramento de ocorrências”.
O geólogo espera ainda que a parceria com a Codesal não se encerra como o fim do contrato, destacando a expetativa de que a colaboração continue.
Novos horizontes
Filho de país japoneses que imigraram para o Brasil no início dos anos 50 “em busca de novos horizontes de vida em um país jovem e promissor e saindo  de um país em reconstrução após o final da Segunda Guerra Mundial”, Ogura nasceu em Niterói, Rio de Janeiro. “Quando me sentia um perfeito fluminense, meus pais decidiram se mudar para São Paulo. E lá fui eu com 7 anos, um japonês como sotaque carioca, morar na capital paulista”.
Formou-se em Geologia pelo Instituto de Geociências de São Paulo em 1981, embora trabalhasse como assistente de filmagens na região do Pantanal matogrossense. Foi quando recebeu um telegrama do IPT chamando-o para uma oferta de emprego na área de Petróleo, instituição na qual permanece até hoje.