Trabalho preventivo da Prefeitura surte efeito em dia de chuva na cidade

Em apenas seis horas de quinta-feira (30), na capital baiana, o Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (Cemadec) registrou 86,08 mm de chuva na região de Mirantes de Periperi, no Subúrbio Ferroviário. Essa foi a área mais atingida na cidade. Mesmo com o alto índice de chuvas, os pontos de alagamento se dissiparam logo que a precipitação diminuiu, mostrando que o trabalho preventivo da Prefeitura com a desobstrução de canais e de bueiros surtiu efeito.

“Tivemos um grande volume de chuva em pouco tempo e com esse índice realmente teríamos pontos de retenção de água, mas a situação logo voltou à normalidade. A previsão é que o tempo permaneça instável até amanhã e no sábado comece a melhorar”, disse o diretor-geral da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Gustavo Ferraz.

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Não apenas a Codesal, mas todos os órgãos do Sistema Municipal de Proteção e Defesa Civil (SMPDC) permanecem de plantão durante 24 horas para atender as demandas com mais celeridade. O objetivo é buscar a perfeição nos atendimentos e em toda as ações voltadas para reduzir os estragos feitos pela chuva.

Para isso, foram investidos R$ 46 milhões em obras de contenção de encosta em áreas de risco na cidade. Um exemplo foi a inauguração da contenção de encosta no Barro Branco, na Avenida San Martin, que a Prefeitura entregou, ontem (29), dia do aniversário de Salvador.

A previsão de chuvas para o mês de março, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), era de 150,6mm. Até agora, choveu durante todo o mês 151,6mm, ou seja, dentro do normal esperado. Fonte: Secom/PMS.

Somos a Codesal: Marcelo Oliveira

Ainda na faculdade, onde já tinha trilhado quatro anos e meio do curso de Geografia, Marcelo, que trabalha no Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (Cemadec), descobriu a Geologia como sua verdadeira vocação e decidiu mudar o rumo de sua vida.

“Faltavam seis matérias para concluir quando um professor me alertou para o fato de que eu tinha aptidão para a Geologia. Aí decidi fazer de novo o vestibular. Só contei isso para meu irmão”. Foi este irmão quem também avisou a Marcelo que ele tinha logrado êxito na prova. Matriculou-se então no Instituto de Geologia da Universidade Federal da Bahia de onde saiu formado em 2013. “A geologia cobre um ampla área de conhecimentos que vai do petróleo à mineração”, explica.

“Aqui buscamos ao máximo evitar perder vidas”

Durante o curso, Marcelo teve experiência em estágios na área de geologia ambiental, petróleo, mineração e água subterrâneas. Menos em geotecnia, onde viria justamente a atuar no primeiro emprego em uma empresa de Campinas e, posteriormente, na Codesal.

Mas isso não foi um entrave para Marcelo, que foi bem-sucedido em atividades de avaliação geotécnica para implantação de parques eólico e solar no interior da Bahia e no Piauí. No Pará, ele atuou na barragem de Belo Monte em Altamira e em Alta Flores, no Mato Grosso. Em seguida, retornou para participar da expansão de um parque eólico na Bahia, quando surgiu o concurso Reda para a Codesal no início do ano passado.
A chegada à Defesa Civil de Salvador foi um momento de transformação no olhar de Marcelo em relação à cidade e à profissão: “Nos cursos de Área I não se adquire um olhar social. O trabalho na Defesa Civil me fez mudar o foco. Antes o objetivo era obter resultado econômico. Aqui buscamos ao máximo evitar perder vidas, desenvolvendo estudos geológicos por conta dessa responsabilidade”, afirma.

No Cemadec, ele faz o monitoramento das situações de risco provocadas por alterações climáticas, produzindo o informativo diário, enviado por e-mail, que traz as análises das condições atuais do tempo, do índice pluviométrico, de risco, além da previsão para 72 horas. “Atuo no monitoramento fazendo o trabalho de geologia e de interpretação de dados com base nas características de solo, ocorrências de SGDC, e direcionando estes dados para as unidades de prefeitura-bairro de modo que as ações preventivas sejam fortalecidas”.

Ele avalia que o primeiro ganho nessa trajetória de um ano na Codesal foi reconhecer as peculiaridades da capital baiana. “Mesmo nascido em Salvador não conhecia boa parte da cidade, a exemplo do Subúrbio Ferroviário. Hoje, além de ser um local que vou com frequência, é uma região que desperta o olhar para o risco geológico”.

Ao falar da modernização da Defesa Civil de Salvador, ele considera que foi um grande avanço monitorar e antecipar os eventos climáticos, fazendo a correlação da intensidade das chuvas com o risco geológico, no intuito de evitar ou minorar a perda de vidas. “Estamos preparados para dar respostas quando necessário”.

Encosta de Plataforma terá geomanta

Intervenções promovidas pela Prefeitura no Subúrbio Ferroviário foram destaque dia 24/03, com a presença do prefeito ACM Neto e de gestores municipais. Além da vistoria das obras de construção do Centro de Educação Integral (CEI) de Coutos, foi assinada a ordem de serviço para a implantação de geomanta em encosta na Rua Formosa de São João de Plataforma, em Plataforma.

Depois de São Gonçalo do Retiro, que ganhou cobertura de encosta da Rua Santa Georgina com geomanta dia 20, desta vez foram os moradores da Rua São João de Plataforma, em Plataforma, serem beneficiados com a nova tecnologia. A ordem de serviço para início da implantação do material foi assinada pelo prefeito ACM Neto no local e a geomanta será aplicada em uma encosta de 1,2 mil m². O investimento é de aproximadamente R$ 192 mil e a previsão é de que a ação seja concluída em 45 dias.

A iniciativa também faz parte da programação de ações e obras pelo aniversário da cidade. Além desta, outras 32 localidades serão beneficiadas com a técnica até abril. Dentre os locais estão Novo Horizonte, Brongo (IAPI), Arraial do Retiro, Calabetão, Paripe, Boa Vista de São Caetano e Pirajá.

Barro Branco recebe obra de contenção de encosta

Após várias décadas de problemas com a chuva, a comunidade conhecida como Barro Branco, no Alto do Peru, recebeu nesta quarta-feira (29) a primeira etapa da obra de contenção da encosta da comunidade, num investimento de R$8,8 milhões.  Os deslizamentos e desabamentos das encostas eram tão graves que acabaram vitimando pessoas na região.

O prefeito ACM Neto assinou a ordem de serviço para início imediato das obras da segunda etapa. A localidade vai ganhar ainda um conjunto habitacional para abrigar vítimas das chuvas. Realizadas pela Prefeitura sobre a coordenação da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), as obras de contenção da encosta no Barro Branco foram divididas em duas etapas. A primeira, entregue hoje, engloba a contenção de 1.682m² utilizando a técnica de cortina atirantada, dividida em duas partes: principal e complementar.

A cortina principal possui 156m de extensão, 10m de altura e 0,25m de espessura. Já as cortinas complementares possuem um total de 75m de extensão, três metros de altura e 0,25m de espessura.

A segunda etapa é composta por implantação de cortina atirantada em 599m² do lado direito e outros 209m² do lado esquerdo. Também será utilizada a técnica de solo grampeado em cerca de 200m² de encosta. O investimento para esta fase é de R$3,5 milhões.

Fonte: Correio da Bahia

Atendentes do Disque Salvador iniciam treinamento para Operação Chuva

Os atendentes da central Disque Salvador 156 que atuam na central 199 participaram esta semana de um treinamento sobre a Operação Chuva 2017. Os profissionais que receberão as demandas da população, relacionadas à chuva, vão ser orientados também sobre as novas tecnologias implementadas pela Defesa Civil de Salvador (Codesal).

Somente na Operação Chuva 2016, entre os dias 1º de abril e 30 de junho, o call center recebeu 20.510 ligações. “Com o treinamento, os atendentes vão saber sobre as novas tecnologias e, principalmente, sobre como lidar em casos extremos. Essa de reciclagem vai aperfeiçoar a rotina dos profissionais, pois já atendemos essa demanda da Codesal diariamente”, explicou a coordenadora de Atendimento ao Cidadão, Flávia Ribeiro.

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Uma das informações que não podem faltar no chamado é o endereço exato do solicitante, com ponto de referência. “Por isso, pedimos que eles tenham em mãos uma conta de água ou luz. Solicitamos ainda o número do CPF para não causar duplicidade”, complementa Flávia.

O diretor-geral da Codesal, Gustavo Ferraz, destacou a importância do treinamento. “Nosso objetivo é melhorar o atendimento sempre e consequentemente minimizar os estragos feitos pela chuva. Estamos buscando o que há de melhor em tecnologia e não podemos deixar de melhorar a qualidade do nosso principal canal com o cidadão, que é a central 199.”

Fonte: Secom PMS

Geomanta dará mais segurança a moradores da Baixinha de Santo Antônio

A doméstica Fabiana Santos, de 31 anos, era só alegria na manhã da última terça-feira, 21/03. Há quatro anos vivendo na localidade da Baixinha de Santo Antônio, em São Gonçalo do Retiro, ela mora com o marido e três dos quatro filhos em uma pequena casa no alto de uma encosta, na Rua Santa Georgina.

Foi nesse local que o prefeito ACM Neto, acompanhado do diretor-geral da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Gustavo Ferraz, e demais secretários e autoridades, entregou a geomanta de 2.165 m de extensão. A ação é parte integrante da programação pelo aniversário de 468 anos de Salvador, a serem completados no próximo dia 29.

Antiga reivindicação da comunidade, a cobertura da encosta deixou a área mais segura, principalmente no período das chuvas. “Era um sofrimento, minha irmã. Isso aqui era cheio de lixo, cachorro morto, tudo o que é tipo de coisa ruim botavam aqui. Com essa obra agora melhorou bastante. Meus filhos agora podem brincar porque, antes, fazia medo. Agora só temos que agradecer e cuidar para ter isso para o resto da vida”, afirmou Fabiana.

Com investimento de aproximadamente R$340 mil, a aplicação da geomanta na encosta da localidade foi coordenada pela Codesal. Utilizada na cidade desde 2016, a tecnologia consiste na proteção das encostas através do revestimento composto de PVC e geotêxtil, com cobertura de proteção mecânica executada em chapisco jateado de cimento, areia e aditivos, para a prevenção de erosão.

Além desta, a Prefeitura entregará geomantas em mais 33 localidades da cidade até abril. Dentre os locais beneficiados estão Novo Horizonte, Brongo (IAPI), Arraial do Retiro, Calabetão, Paripe, Boa Vista de São Caetano, Plataforma e Pirajá.

Fonte: Secom PMS

Perfil: Cristiana Marback Rego – Kitty

Formada em Arquitetura pela Universidade Federal da Bahia em 1984, Cristiana Marback Rego, mais conhecida por Kitty entre seus colegas na Defesa Civil, completou uma década de atuação no órgão ano passado. Inicialmente, não chegou a exercer a profissão, pois foi morar em Belém do Pará logo após casar-se: “lá trabalhei por um ano e oito meses no Banco do Estado do Pará no setor de engenharia”, lembra.

Após a temporada paraense, ela retorna à Salvador onde passa a atuar como autônoma em decoração de interiores, uma das paixões de Kitty, além da família. A experiência de alguns anos no setor, contudo, seria interrompida em 2006, quando foi chamada em concurso promovido pela Prefeitura de Salvador em 2002. “Fiquei surpresa, pois não esperava mais ser chamada”, revela Kitty. Quando ingressou na Codesal, o órgão era ligado à Secretaria de Habitação (SEHAB).


“Tentamos fazer o que está ao nosso alcance”

Inicialmente atuou na Subcoordenadoria de Planejamento, no Setor de Estudos e Projetos, do qual assumiu a chefia em 2008. Entre as funções exercidas, elaborava planos, programas e projetos de defesa civil de caráter preventivo. Também colaborou na organização da Conferência Municipal de Proteção e Defesa Civil, na qual participam vários segmentos da sociedade para a elaboração de políticas públicas relacionadas à proteção e defesa civil. Algum tempo depois, o antigo setor de Estudos e Projetos foi transformado no Setor de Análise e Planejamento ligado à Subcoordenadoria de Gestão da Informação e Preparação aos Desastres.

“Quando cheguei na Codesal, pouco conhecia sobre as atividades da Defesa Civil. Passei a vivenciar o dia-a-dia do órgão e o importante trabalho desenvolvido por seus técnicos junto à população carente e que vive em áreas de risco. Fico comovida vendo o sofrimento dessas pessoas que nos procuram e tentamos fazer o que está a nosso alcance”, revela.

A partir de 2016, com a reestruturação da Defesa Civil de Salvador, ela passou a chefiar o Setor de Acompanhamento das Ações de Redução de Risco, núcleo ligado à Coordenadoria de Ações de Prevenção e Redução de Riscos. O objetivo, explica, é fazer a interlocução da Codesal como os órgãos do Sistema Municipal de Proteção e Defesa Civil (SMPDC) responsáveis pela realização das ações de redução de risco, além de acompanhar e registrar essas intervenções de caráter preventivo.

Envolvida nas rotinas de seu trabalho na Defesa Civil, Kitty conta que não mais teve tempo para se dedicar ao que mais gosta na Arquitetura, a decoração de ambientes, falta que compensa nos períodos de férias quando costuma viajar para, entre outras coisas, conhecer importantes sítios arquitetônicos.

Ao falar sobre suas expectativas profissionais, ela diz que “espera que os projetos da atual gestão municipal destinados a implementar a qualidade de vida em Salvador sejam coroados de êxito e, em particular, os desenvolvidos pela Defesa Civil”.

Salvador está mais preparada para as chuvas


Durante lançamento da Operação Chuva, o prefeito ACM Neto destaca modernização da Defesa Civil e convoca população para somar esforços

O prefeito ACM Neto convocou toda a população para somar esforços para enfrentar o período das fortes chuvas. Os detalhes da Operação Chuva, que coloca à disposição o mais moderno sistema tecnológico para prevenção e respostas rápidas em situações de risco, foram apresentados pelo prefeito, pelo secretário de Cidade Sustentável e Inovação (Secis), André Fraga, e pelo diretor-geral da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Gustavo Ferraz, nesta quinta-feira (16), no Sheraton Hotel da Bahia, no Campo Grande. Na ocasião, foram lançados oficialmente os decretos referentes à Operação Chuva 2017 em Salvador.

“O enfrentamento das consequências das chuvas é um dever coletivo. Depende muito do engajamento, envolvimento e da conscientização de todos. Estamos antecipando o início da Operação Chuva justamente com esse propósito. Tradicionalmente, isso era feito apenas no mês de abril. Estamos, portanto, dando o pontapé às ações preventivas. Apelo a toda a população que se junte ao nosso esforço, que passa pela atitude de analisar o que não deve ser feito, como jogar lixo nas encostas, sofá nos canais, garrafas pet. Esse trabalho de reposicionamento e reeducação é fundamental”, afirmou.

Ainda de acordo com o prefeito, os trabalhos já executados em toda a cidade, a exemplo das desobstruções e limpeza de canais, construção de escadarias drenantes, melhoria do pavimento, entre outras ações, permitiram que Salvador se preparasse para eventualidades em caso de fortes chuvas. “Hoje nós podemos garantir à população que estamos prontos para enfrentar uma eventualidade de sermos chamados. Ninguém pode afirmar que não vai acontecer um episódio muito grave. Trabalhamos pelo fortalecimento da Defesa Civil, modernização da tecnologia, oferecendo não só eficiência, mas, sobretudo, segurança ao cidadão”, acrescentou.

Em 2017, a Operação Chuva contará com um conceito cada vez mais adotado por grandes cidades no mundo inteiro: a Resiliência, ou seja, a capacidade de se adaptar ou enfrentar dificuldades ou mudanças. A vinculação da Codesal à Secis, dentro da reforma administrativa promovida para a atual gestão municipal, contribui para o desenvolvimento desse conceito, dentro do projeto Salvador Cidade Resiliente. A construção desse conceito está sendo realizada de forma abrangente, ao envolver as áreas física, econômica e social. “Ou seja, mais do que a simples adaptação às mudanças climáticas, também são realizados enfrentamento dos choques, como escorregamentos e alagamentos, assim como as tensões, a exemplo do desemprego, pobreza e habitações precárias. Além disso, será considerada a interdependência das soluções, envolvendo atividades realizadas pelos diversos órgãos municipais”, afirmou o secretário André Fraga.

Para fortalecer esse conceito, está sendo promovida a elaboração da Estratégia de Resiliência em Salvador, que envolve várias ações. Dentre elas está a integração à Rede Mundial de 100 Cidades Resilientes, por meio da assinatura da parceria com a Fundação Rockefeller e a realização do workshop Salvador Cidade Resiliente, que acontecerá no dia 20 de abril, na Casa do Comércio.

Decretos

A Operação Chuva 2017 contará com dois decretos. Um deles diz respeito às ações preventivas e executivas para o período chuvoso, nos mesmos moldes dos anos anteriores. Com início no dia 1º de abril, a operação tem término previsto em 30 de junho, podendo ser prorrogado em caso de necessidade.

O outro decreto cria o Grupo Permanente de Ações de Defesa Civil (Gedec), que transforma a etapa preparatória em atividade permanente e envolve ações gerais, específicas e localizadas, assim como a incorporação das funções à rotina de trabalho dos órgãos e entidades envolvidos. O Gedec será formado por diversos setores, cada um responsável por uma área de competência.

Inovações tecnológicas – Para este ano, há o fortalecimento da chamada “Etapa de Alerta” com a utilização em escala máxima dos novos recursos administrativos, tecnológicos e gerenciais incorporados desde 2015, dentro do projeto de reestruturação da nova Codesal. Os investimentos no órgão, promovidos nos últimos dois anos, trazem maior capacidade de análise dos fatos e resposta rápida às situações de alerta e risco aos cidadãos.

Novidade tecnológica

A novidade tecnológica em 2017 será o monitoramento das encostas com sensores inerciais e de ruptura. Pioneira no país, a tecnologia é desenvolvida pela empresa gaúcha Apsensor e será aplicada como projeto-piloto na localidade do Bom Juá, área considerada de alto risco geológico. O investimento será de R$279 mil e será contratado em breve pela Codesal, dentro do Projeto de Deslocamento de Massas na cidade. A iniciativa visa realizar o monitoramento online e em tempo real do local, oferecendo mais segurança na gestão de risco e controle do volume de chuva e movimentação do terreno.

Sensores inerciais e de ruptura, tecnologia pioneira no país,  desenvolvida pela empresa gaúcha Apsensor, será aplicada como projeto-piloto na localidade do Bom Juá

Também será implantado software para visualização de dados meteorológicos e de terreno, que contará com visualização gráfica dos parâmetros do Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC). O modelo combinado de hidrologia e estabilidade poderá ser operado em tempo real e resultará no fortalecimento do Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (Cemadec), já em funcionamento na sede da Codesal, na Avenida Mário Leal Ferreira (Bonocô). O Cemadec possibilita que os técnicos façam previsão de riscos e desastres naturais ao acompanhar as imagens do radar meteorológico de Salvador, de satélites e dos pluviômetros instalados na cidade.

Dentre outras tecnologias que já foram implantadas estão os pluviômetros automáticos. Em 2017, o número de equipamentos será ampliado de 15 para 38 unidades instaladas nos bairros e nas ilhas, aumentando a capacidade de monitoramento do volume de chuvas na cidade. Seis sistemas de alerta e alarme implantadas em áreas de risco estão funcionando a pleno vapor. O Sistema Georreferenciado de Riscos (SIGR), a informatização e georreferenciamento das vistorias técnicas com a utilização de tablets e envio imediato das informações pelos técnicos, além da implantação de alerta para moradores de áreas de risco via SMS, também integram a lista de inovações.

Estudos e mobilização

As ações de prevenção de riscos e proteção civil dos cidadãos são aperfeiçoados com o Programa Municipal de Redução de Riscos (PMRR). A iniciativa engloba a elaboração progressiva de Planos Preventivos de Defesa Civil (PPDC) para cada área de risco, tendo como ponto inicial as de mais alto risco, assim como a elaboração de Planos de Ações Estruturais (PAE) para as áreas já estudadas. Também há definição dos níveis de segurança e protocolos operacionais padrão em quatro etapas: observação, atenção, alerta e alerta máximo. Integra ainda a identificação e estudo das tipologias de risco de Salvador para replicação das soluções.

Voluntários reforçam atividades de prevenção da Codesal nas comunidades

A mobilização e participação dos cidadãos também é um elemento importante na Operação Chuva 2017. Para isso, será dado prosseguimento à implantação de Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (Nudpecs), com 21 unidades, assim como o cadastramento de voluntários para apoio às ações nas áreas de risco. Atualmente, a Codesal possui 432 voluntários cadastrados e deverão ser realizados simulados de evacuação em seis áreas. Está prevista também a definição de pontos de apoio para assistência à população, a exemplo de igrejas e outros espaços. O diretor-geral da Codesal, Gustavo Ferraz, destacou que essas iniciativas “ajudam a construir uma rede de solidariedade em Salvador. São parceiros nos bairros que nos ajudarão em situações de crise”.

Assistência social

Na Operação Chuva 2017, as famílias atingidas pelos impactos causados pelas chuvas contarão com apoio na área de assistência social, por meio da Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate (Semps). As atividades foram divididas em quatro eixos, sendo a primeira delas o suporte das ações sociais da Defesa Civil no âmbito de ações comunitárias e de rua. Também serão promovidas a concessão dos benefícios eventuais com análise e pagamento dos auxílios, e acolhimentos provisórios, através da organização e operacionalização dos unidades para as famílias desabrigadas. Serão realizadas, ainda, ação de provisões de bens para suporte e apoio emergencial às famílias desabrigadas como cestas básicas, colchões, materiais de higiene, entre outros.

A equipe de técnicos trabalhará em regime de plantão para ofertar atendimentos individuais e familiares daqueles que forem notificados a desocupar o imóvel, temporariamente ou definitivamente. Também será prestado auxílio no preenchimento dos cadastros socioeconômicos e fazer análises e encaminhamentos de concessão de provimentos e benefícios.

Para aqueles que ficarem desabrigados ou desalojados, será viabilizado acolhimento em unidades próprias ou da rede conveniada e encaminhamento para o pagamento do auxílio moradia, no valor de R$300 mensais. Para o auxílio-emergência, em casos de perda total ou parcial de móveis, o valor pode variar de um a três salários mínimos, ambos validados após avaliações técnicas e sociais. Quem precisar de assistência pode comparecer ao Centro Unificado de Inclusão, Desenvolvimento Assistência e Referência social (Cuidar), de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 8h às 16h, localizado na Rua Miguel Calmon, 28, Comércio.

Intervenções e números

Para reduzir os riscos provocados pelas chuvas, Salvador também tem recebido diversas intervenções promovidas pela Prefeitura. Está em execução o relonamento em 200 encostas, foram implantadas mais de 38 mil m² de geomantas em 68 áreas de risco e realizadas vistorias em 240 casarões no Centro Histórico. Por meio da Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), quase R$36 milhões já foram investidos em contenção de 40 encostas e outras 13 estão em execução, com investimento de mais de R$22 milhões. Outras dez encostas estão previstas para intervenção, com investimento superior a R$13 milhões.

No ano passado, a Operação Chuva contabilizou 709,8mm de precipitação nos meses de abril a agosto, contra 1.657,5mm registrados no mesmo período de 2015. Devido ao volume menor de chuvas, também foram contabilizados menos ocorrências. Foram realizadas 6.836 vistorias, 3,4 mil famílias cadastradas, 55.406 m² de lona distribuídas, 3.447 famílias receberam aluguel social e 248 receberam auxílio-emergência.

Por meio da Secretaria Municipal de Manutenção (Seman), foram feitas a desobstrução de drenagem em 201 ocorrências, recuperação de 219 pontos de drenagem, recuperação de dez escadarias, 33 ações de limpeza e dragagem de canais, aplicadas 1.294 toneladas de asfalto na Operação Tapa-Buraco, poda e remoção de 8.665 árvores e solução de 219 casos de fuga de material. A Empresa de Limpeza Urbana (Limpurb) atendeu a 232 localidades, com recolhimento de 554 toneladas de material.

A antiga Secretaria Municipal de Urbanismo (Sucom), atual Secretaria de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), promoveu a demolição de 25 imóveis, sete muros, duas estruturas remanescentes e um barraco.

Fonte: Secom PMS

Somos a Codesal: Bernadete Amorim Ferreira

No dia 06 de maio, Berna, como é conhecida Bernadete Amorim Ferreira, completará 11 anos na Codesal onde entrou já como Bibliotecária – documentarista aprovada em concurso. A profissão, que cursou na Universidade Federal da Bahia, ela escolheu por ter sempre “gostado de trabalhar com conhecimento, informação e cultura”.

Antes de entrar na Defesa Civil, ela já havia prestado serviços de consultoria em empresas como o consórcio Petrobras, a Odebretch e a Fundação Onda Azul, sempre na área de biblioteconomia. “Quando ingressei na Defesa Civil, não havia um local específico para guardar um grande acervo. Fiz o projeto, apresentei à direção, defendendo a necessidade do espaço, demanda que veio a se concretizar em 2016 quando foi criado o Centro de Documentação, embora ainda necessite de adequações”, conta.

O acervo documental da Codesal guarda parte da história do órgão, principalmente após a mudança para a atual sede. Berna destaca que o “Plano Diretor de Encostas”, de 2004, é o documento mais consultado. O centro guarda acervo de livros sobre a Defesa Civil, se configurando em uma biblioteca especializada, com livros, fotos, diários, decretos, documentos relativos à Operação Chuva e Operação Carnaval e outras informações relativas à Codesal. “Antes esses documentos eram todos no formato papel, o que se modificou parcialmente com a chegada da informatização”, conta.

Entre a clientela do Centro de Documentação estão universitários da Católica, UFBA, Jorge Amado, estudantes de áreas como Edificação, Engenharia Civil, Geografia e Geologia, além dos funcionários da Codesal, que realizam pesquisas em relatórios referentes às operações chuva e carnaval de modo a embasar projetos da instituição. “Já tivemos pesquisador de fora do país realizando estudo do impacto que a construção da ponte Salvador – Itaparica poderá trazer”, lembra.

“Essa experiência vou levar para o resto de minha vida”

Mas não apenas os livros marcaram a atuação de Berna na Defesa Civil. Ela também colaborou no setor de Ação Social, durante as chuvas de 2015, fazendo o quadro-síntese das pessoas atingidas. Além disso, acompanhou moradores da Ladeira do Pepino nos preparativos para a implosão da Fonte Nova, em 2010. “Explicávamos como deviam proceder no dia da implosão, o que incluía deixar as casas em direção ao Colégio Central, que funcionou como abrigo”. No dia da implosão, Berna revela que ficou receosa, mas que felizmente tudo transcorreu tranquilamente.

“Essa experiência vou levar para o resto de minha vida”, revela Berna que também costuma participar das atividades de prevenção desenvolvidas pela Defesa Civil, como colaborar na realizações dos simulados. “Gosto de trabalhar com o público, nas comunidades”. Sobre sua trajetória, ela conta que a vivência cotidiana na Codesal se revelou surpreendente. “Tinha outras vivências profissionais, mas aqui a realidade era outra. Trabalhar com a população carente de Salvador me impactou, a ponto de no início ter sido necessário algum tempo para me recompor diante do sofrimento de tantas pessoas”.

Quando não está trabalhando, ela conta que adora ouvir música, principalmente MPB, e ir ao teatro. “De tanto estar lá, brinco que sou dona do TCA”.