Novo diretor da Codesal inspeciona áreas de risco

O diretor-geral da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Gustavo Ferraz, realizou nas duas últimas semanas visita de inspeção em áreas de risco da capital baiana – Bom Juá, Vila Picasso (foto), Mamede, Pedro Ferrão, Calabetão e Baixa de Santa Rita, localidades onde, em 2016, foram formados os Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (NUPDECs), instalado sistemas de Alerta e Alarme e realizados simulados de evacuação.
Acompanharam a vistoria a coordenadora de Ações de Prevenção e Redução de Risco, Gabriela Morais, e da subcoordenadora de Ações Comunitárias e Educativas, Rita Moraes. Na oportunidade, foi procedido um levantamento das condições de iluminação das rotas de fuga daquelas áreas e das geomantas.

Somos a Codesal: Márcia  Matos Santos

“Amo meu serviço”

Até chegar na Codesal há cinco anos, a auxiliar de serviços gerais Márcia Matos Santos costumava trabalhar em casas de família quando tomou gosto pelo serviço de limpeza e conservação dos utensílios domésticos, além das funções de babá. Na Defesa Civil, ela é conhecida pelo esmero com que se dedica ao asseio dos mais diversos setores do órgão.

“É um trabalho que faço com gosto, amo meu serviço. Quero ver as mesas e o chão limpos de verdade”, conta.

Diariamente, por volta das 7 horas da manhã, Márcia é vista com as ferramentas de trabalho usadas em serviço de limpeza, lavando o piso, passando álcool nas mesas e dando uma geral nos banheiros, trabalho que divide com mais dois colegas. Nascida no município de Mundo Novo, ela lembra que, certa feita, foi sondada a assumir o serviço da copa, convite que de imediato rejeitou. “Pelo amor de Deus, me deixa aqui mesmo, quero me empenhar nesse serviço”, conta.

No trabalho ela costuma reduzir o estresse ouvindo música romântica no radinho FM do celular. “Fico muito irritada com o retrabalho na limpeza, pois há pessoas que jogam papel e café no chão, pra não falar dos banheiros. Não digo que não vou refazer, mas poderia ser evitado”.

Por falta de oportunidade em sua cidade natal, Márcia só conseguiu iniciar os estudos aos 16 anos, quando veio para Salvador, conseguindo chegar à 4ªsérie do ensino fundamental. Ao falar sobre suas expectativas para 2017, ele diz que “meu sonho é comprar minha casa, ter um filho e tocar a vida como estou”.

Alerta para o calendário de vacinação

Uma das principais formas de se proteger – e também evitar contaminar outras pessoas – de doenças que são potencialmente graves como a meningite, tétano e febre amarela é estar em dia com o calendário vacinal.

O cuidado é redobrado principalmente com as crianças, pois elas necessitam fortalecer o sistema imunológico para estas enfermidades que, a depender dos casos, pode até matar. A imunização na capital baiana pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h, em uma das 126 salas de vacinação distribuídas nos postos de saúde.

A concentração maior de vacinas acontece em crianças até um ano de idade. “Exatamente até os 15 meses e depois com quatro anos, quando recebem o reforço”, pontua a sanitarista da Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal da Saúde (Visa/SMS), Ana Paula Pitanga. Conforme ela, neste primeiro momento de vida é fundamental que os pais e responsáveis mantenham a caderneta de vacinação em dia.

Assim como as crianças, outros grupos também devem ficar atentos à vacinação e são considerados prioritários para imunização.

Um deles é o de pessoas que vão viajar para locais onde há casos endêmicos de doenças. Outro grupo é formado por trabalhadores envolvidos com alguma situação de risco de contaminação, como profissionais de saúde.

Fonte: Secom /PMS

Memória da Defesa Civil – Baixa de Santa Rita

Entre os vídeos produzidos para serem apresentados nas certificações de voluntários dos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (NUPDECs) destacamos esta semana o da comunidade de Baixa de Santa Rita, no bairro do Pau da Lima, em 10/06/2016. Esses vídeos têm tido ampla aceitação dos participantes que se sentem recompensados e valorizados como protagonistas das ações da Defesa Civil.

“Tivemos resultados satisfatórios em 2016”

ENTREVISTA
Gabriela Soares Morais, coordenadora de Ações de Prevenção e Redução de Riscos
Arquiteta, formada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Mackenzie em São Paulo, Gabriela Morais ingressou na Prefeitura de Salvador através de concurso público no final de 2003. Embora lotada na Codesal, inicialmente trabalhou no Escritório Público de Arquitetura e Engenharia da Prefeitura. Em 2005, foi para a Defesa Civil atuando no setor de Monitoramento de Áreas de Risco. “Atuava na parte de visita técnica e monitoramento de áreas de risco. Depois fui convidada a assumir a chefia do Setor de Estudos e Projetos, onde fiquei durante dois anos e continuei, posteriormente, contribuindo no setor como técnica”, conta. Em 2013 recebeu um convite e foi para a Sindec onde permaneceu durante um ano. Em seguida, passou dois anos trabalhando como assessora técnica na SUCOM, de onde saiu em fevereiro de 2016 para assumir a Coordenação de Ações de Prevenção e Redução de Riscos, aceitando o desafio de atingir as metas já definidas para a instituição. Nesta entrevista, ela fala dos desafios enfrentados na reformulação da Codesal e das metas para o ano que ora se inicia.
 
 
Como foi esta experiência recente na Codesal?
Cheguei aqui já com todo o planejamento definido, com as metas já estipuladas. Foi complicado, pois tínhamos vários obstáculos a serem superados em razão dos efeitos da chuva de 2015, que resultaram na reformulação da Codesal. Em 2016, embora não tenha sido um ano chuvoso, tínhamos  muitas demandas do ano anterior. Foi um grande desafio, mas muito gratificante. Acredito que conseguimos atingir o objetivo e evoluímos bastante. Tivemos esta semana uma reunião com dr. Waldeck Ornelas e ele elogiou  a equipe da Codesal pelas metas alcançadas. Isso foi muito gratificante para mim pessoalmente que sou coordenadora. Não foi fácil porque ainda não estamos na situação ideal. Gostaria de ter feito mais, ter tido mais tempo para ter atendido todos os meus setores e subcoordenações, mas acredito que trabalhamos dentro do possível e o resultado foi satisfatório.
 
Quais as suas expectativas para 2017?
A gente recebe o ano novo cheio de gás. A chegada de um novo diretor que acredita que vamos conseguir superar nossas dificuldades é muito estimulante. Temos algumas coisas para reformular, mas essas questões serão discutidas em conjunto. Estou bem otimista. Só espero que não chova muito para a gente continuar se preparando e organizando a  casa até atingirmos a situação ideal.
 
Em sua trajetória na Codesal, que projetos lhe mobilizaram mais? 
O NUPDEC (Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil) para mim é o maior desafio, pois, por mais que a gente se esforce, sempre dependemos das ações dos outros órgãos. Esta é a parte que me deixa mais frustrada. Em compensação, o PAE (Plano de Ações Estratégicas) foi um parto para a gente fazer acontecer, mas depois que a equipe começou a caminhar o resultado foi muito bom. O plano está caminhado bem. A proposta que desenvolvemos é um embrião, mas que tem que ser levado adiante. A expectativa é que não fique na gaveta, que seja executado.
 
Quais as metas da Defesa Civil para 2017?
O ano passado nós fizemos seis simulados nas áreas onde foram instalados o Sistema de Alerta e Alarme. Considerando que a ideia inicial era cobrir dez áreas de risco, estamos nos preparando para treinar novamente os moradores das seis comunidades de 2016 e as novas quatro comunidades previstas para 2017. Em relação ao NUPDEC,  formamos 21 no ano  passado e, este ano, nossa meta é formar mais 20 e fortalecer os Núcleos das comunidades já contempladas. Em relação ao monitoramento das áreas de risco, trabalhamos 33 áreas no total, sendo 11 de áreas alagáveis e 22 de encostas. A meta do  prefeito nessa segunda gestão é que façamos o PPDC (Plano Preventivo de Defesa Civil) de escorregamento de terra em 80 áreas e de alagamentos em 20. O setor de monitoramento já fez o levantamento de 114 áreas que são encostas com risco de deslizamento e/ou alagamento Temos que ir nessas áreas, definir o grau de prioridade, checar se a situação continua a mesma, se o risco aumentou ou se a área já se consolidou e o risco diminuiu. Além disso, estamos reformulando o Programa de Voluntariado e o  Projeto Defesa Civil nas Escolas, para trabalharmos diretamente com os alunos. 

Memória da Defesa Civil: certificação Bom Juá

Entre os vídeos produzidos para serem apresentados nas certificações de voluntários dos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (NUPDECs) destacamos esta semana o da comunidade de Marotinho em Bom Juá, realizada na sedo do IPS,
em 10/06/2016. Esses vídeos têm tido ampla aceitação dos participantes que se sentem recompensados e valorizados como protagonistas das ações da Defesa Civil.

O vídeo também pode ser visto no YouTube, canal Codesal Imprensa.

 

Somos a Codesal: Maria Isabel Batista dos Santos (Bel)

Há mais de 15 anos, Bel chegava à Codesal trazendo na bagagem a experiência adquirida no departamento de publicidade do jornal Tribuna da Bahia, onde atuou no setor de montagem de páginas, na digitação, entre outros. Estas atividades lhe permitiram aprender sobre programas gráficos – como o Corel Draw e o Photoshop -, novidades que viriam revolucionar o processo de produção de impressos em geral.

Talvez por isso, foi encaminhada – já no início – para o setor de Comunicação e Informática da Defesa Civil, onde tinha como atividade a transcrição para o meio digital de planilhas de vistoria preenchidas pelos engenheiros.

“Como a informática ainda não era de uso comum, passei a formatar relatórios, produzir capas e organizar arquivos de fotos para todos os setores”, conta Bel, que agora trabalha no Centro de Documentação. Com o passar do tempo, a “fama” em dominar softwares de edição se espalhou pelo órgão e até hoje ela é uma espécie de “assessora geral” procurada pelos colegas para solucionar problemas, como a construção de planilhas, formatação de documentos e até montagem de pequenos vídeos usados nas certificações de voluntários dos NUPDECs.

Bel lembra que ajudou a diagramar e formatar um livro sobre a história da Defesa Civil de Salvador, em parceria com a jornalista e então assessora da Codesal, Jaciara Santos, mas que “infelizmente” não chegou a ser lançado, contribuindo também na confecção do jornal “Alerta”, que circulava mensalmente com notícias do órgão.

Posteriormente, atuou no setor de Estudos e Projeto e no setor de Planejamento, onde passou a elaborar o visual gráfico e diagramar manuais de operação, usados pelos engenheiros tanto no período chuvoso quanto no Carnaval. Além disso, diagramou planos de contingência e organizou, por iniciativa própria, um relatório-diagnóstico produzido pelos engenheiros sobre casarões.

Para 2017, Bel deseja “que as pessoas se entendam melhor, reconheçam e respeitem o trabalho dos colegas”.

“Houve uma evolução muito grande na Defesa Civil”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entrevista: Engenheiro Gilberto Campos

Com diversas passagens pela Defesa Civil de Salvador,  Gilberto Campos tem dedicado sua trajetória profissional, iniciada em 1992,  à engenharia ambiental e às ações  da  defesa civil. Ao retornar à Codesal, no ano passado, encontrou o órgão em processo de modernização. Nesta entrevista, ele fala sobre sua trajetória profissional, os novos paradigmas operacionais adotados no órgão, entre os quais a introdução de recursos tecnológicos, a exemplo do Centro de Monitoramento, voltado para as ações de redução de riscos nas áreas de encosta da capital baiana. Segundo ele, essa evolução ocorreu de forma rápida e efetiva, com resultado de melhoria no atendimento e em nossos trabalhos, a exemplo das vistorias e do encaminhamento.

Fale sobre sua trajetória como engenheiro civil.

Sou formado pela Universidade Católica de Salvador em 1992 e sempre tive o foco de trabalhar na área ambiental. Fui apresentado à Codesal em 1996, devido a minha experiência, e constatei que existia uma integração muito grande entre as ações da defesa civil e a área ambiental. A partir deste contexto voltei minha atuação profissional na área ambiental e sempre que tinha alguma oportunidade voltava para as ações de defesa civil. Trabalhei aqui na Codesal e na antiga Coordenadoria de Ações de Risco do Estado, a antiga Codec, prestei também serviços ao Ministério da Integração na Defesa Civil Nacional.

Você voltou a atuar na Codesal no ano passado. Como foi esse retorno em comparação com experiências anteriores?

Nesse período notei uma evolução muito grande em relação aos processos que adotávamos desde 1996, quando tive o primeiro contato com a Defesa Civil. Lembro das antigas vistorias que fazíamos manualmente e hoje trabalhamos com o tablet, celulares e toda esta rede que existe hoje de informações conectadas, a exemplo do Centro de Monitoramento. Então neste intervalo tive uma surpresa grata, identifiquei que essa evolução ocorreu de forma rápida e efetiva, com resultado de melhoria no atendimento e em nossos trabalhos, a exemplo das vistorias e do encaminhamento.

Antes a Defesa Civil centrava suas ações na resposta as ocorrências. Hoje o foco é a prevenção. Como você vê esses novos tempos?

São várias as tentativas de se trabalhar junto com a parte de prevenção. Mas eu diria que nos últimos quatro anos, especificamente aqui em Salvador, esta situação tem mudado baste diante de uma determinação maior de que essas ações preventivas realmente aconteçam. Comparado com situações anteriores, com certeza, este período tem trabalhado muito mais com a parte da prevenção o que é extremamente positivo.

No âmbito da trajetória profissional seu foco tem sido nas ações da defesa civil?

Com certeza. Não é um engenheiro qualquer que se identifica com essa área. Não estou querendo dizer que sou diferente dos outros, mas que a gente tem um objetivo e um foco no trabalho que é diferenciado. É uma ação na comunidade, é o respeito para com esse vínculo com o meio ambiente. E a Defesa Civil trabalha muito ligada a este contexto. E é isso que me dá prazer em trabalhar nesta área.

Quais os momentos que marcaram as suas atividades aqui na Codesal?

Lembranças profissionais eu diria que tive momentos marcantes, ligados principalmente a acidentes que ocorreram, mas que felizmente que não tiveram vítimas, como a Rua de Deus onde ocorreu um escorregamento de grandes proporções com casas destruídas e, ao mesmo tempo, sem nenhum ferido. Outro momento foi lá na região de Vista Alegre onde também houve deslizamento, felizmente sem vítimas. Pessoalmente tive vários amigos formados aqui com os quais tive contato profissional e ao sair continuo mantendo contato com essas pessoas. Tem sido extremamente positivo para mim.

Como está estruturado o projeto PAE e como ele vai ajudar a implementar as ações da Defesa Civil?

O Plano de Ações Estratégicas surgiu como uma proposta para intervenções em áreas de risco. A gente trabalha muito na área de prevenção e nas ações emergenciais, e a proposta é que passemos a trabalhar agora na consolidação dessas áreas para que esses riscos já identificados e as medidas emergenciais já tomadas possam sanar esses riscos, possibilitando uma maior estabilidade nas localidades consideradas de risco alto ou muito alto. Trabalhamos com outros profissionais aqui da Codesal numa proposta de criar ações urbanísticas que propõem intervenções que vão desde situações emergenciais dadas, consolidando essas intervenções para que estrategicamente seja possível mudar a característica daquela área de risco. São propostas que incluem a retirada de algumas moradias, intervenções relacionadas com drenagem ou com a ausência dela e, por isso, há a necessidade de serem executadas. Portanto é uma visão diferente do que a agente fez anteriormente que era ir para o local identificar quais eram os problemas, mas não dar nenhum tipo de solução. Agora apresentamos propostas que vão produzir efeitos.

O que diferencia esta proposta?

É que agora temos uma visão do risco. Não se trata apenas de um projeto criado por engenheiros e arquitetos. É um projeto criado com a missão de redução de risco. E com a gente tem a expetise relacionada com este meio, que lida com riscos geológicos,  riscos urbanos, também temos a capacidade de apresentar soluções. Então, trata-se de um proposta inovadora neste momento e que acredito que vai dar excelentes resultados para as comunidades de maneira geral.

Memória Codesal – Pedro Ferrão

Passamos a publicar aqui no blog Codesal Comunidades os vídeos produzidos pela funcionária Bel Batista para serem apresentados durante as cerimônias de certificações de voluntários dos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (NUPDECs).

Esses vídeos têm tido ampla aceitação dos participantes que se sentem recompensados e valorizados como protagonistas das ações da Defesa Civil.

O primeiro da série é o da certificação dos voluntários da comunidade de Pedro Ferrão (Baixa do Fiscal), realizada no dia 07 de junho de 2016.

Muros de Beira Dique ganham novo visual

Os muros da comunidade de Beira Dique (Campinas de Pirajá) receberam um novo visual com as pinturas do artista Pinel que as ofereceu como um presente de Natal ao moradores da localidade.

Este tipo de ação ajuda a ampliar o sentimento de comunidade, resultando em um grupo mais coeso e resistente e uma melhor percepção do bairro como lugar habitável.

O Codesal Comunidades agradece às lideranças que enviaram as fotos e está aberto para a divulgação de outras iniciativas semelhantes de coletivos urbanos que  buscam melhorar os espaços e por sua vez inspirar as pessoas que os habitam.